Em meio a luminárias de neon
Ela aguarda a noite passar.
Ouve o som que a embala há tempos...
Ouve apenas o que quer...
Ouve o som do silêncio,
Ou apenas os sintetizadores
Que só tocam o que ela quer.
Ela faz pouco caso de quem é Feliz.
Faz pouco caso de quem se dispõe à tudo.
Deseja ser, não deseja ter igual.
Ela não precisa se preocupar com nada, a noite é dela.
Não há quem a repreenda, não há condições.
Ela não precisa de educação,
Muito menos de controle mental.
Apenas do batom vermelho e taças de bom vinho...
Enquanto se distrai com as geometrias feitas à laser
Enquanto define a geometria de seu futuro
Seu ponto de partida para o amanhecer...
Ela observa o céu que aos poucos se torna claro...
Do negro-breu ao cinza-chumbo até o azul-turquesa,
Chegando ao laranja misturado aos raios do sol...
E em meio a luminárias de neon
Ela aguarda o nascer do dia.
Decidida a fazer dele
O primeiro dia do futuro de sua vida.
Postado por
Washington Batista
1 comentários:
Gostei desse poema. Bem urbano. Uma metáfora de uma noitada, mas tranquila.
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Paraiso Perdido – Gabriel Desaix, um excelente escritor.
Abraços!
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